Refinanciar vale mesmo a pena?
O refinanciamento substitui um empréstimo existente por um novo, para o mesmo saldo, geralmente para conseguir uma taxa de juros menor, uma parcela menor ou um prazo diferente. A taxa anunciada é apenas metade da história: todo refinanciamento tem custos, e esses custos precisam ser recuperados a partir da economia mensal antes que você esteja realmente no lucro. Esta calculadora compara os dois empréstimos nas duas medidas ao mesmo tempo — o que muda a cada mês e o que muda ao longo de toda a vida da dívida.
O método
Os dois empréstimos são amortizados a partir do mesmo saldo devedor. O empréstimo atual é calculado pelo prazo restante à sua taxa atual; o novo empréstimo, pelo novo prazo à nova taxa, com os custos de contratação somados ao seu total. A economia mensal é a diferença entre as duas parcelas, o ponto de equilíbrio é o custo de contratação dividido por essa economia, e a economia ao longo de todo o contrato é o que você teria pago no empréstimo antigo menos tudo o que o novo custa, taxas incluídas. Uma economia total negativa significa que o refinanciamento custa mais no conjunto, mesmo que cada parcela seja menor.
Comparando propostas de forma justa
Comece igualando o novo prazo ao seu prazo restante. Isso isola o efeito da taxa, permitindo ver a economia pura, sem a distorção de um cronograma mais longo. Depois teste o prazo que está de fato sendo oferecido a você. Fique atento a taxas cotadas como porcentagem do saldo em vez de um valor fixo, e verifique se o seu empréstimo atual tem multa por quitação antecipada — essa penalidade pertence ao campo de custos de contratação. Se você pretende se mudar, vender ou quitar antecipadamente dentro da janela do ponto de equilíbrio, manter o empréstimo que você já tem costuma ser a opção mais barata.